Disponibilizamos a seguir links de PDFs baixáveis inclusos neste plano didático.
Entre aproximadamente 2.500 a.C., o faraó egípcio Quéops construiu uma das maravilhas do mundo antigo. As Grandes Pirâmides de Gizé estão cercadas por um complexo de templos, tumbas e estátuas, como a Grande Esfinge, bem como uma pirâmide construída posteriormente por seu filho, Quéfren.
A construção das pirâmides foi um projeto multigeracional de escala titânica. O complexo foi elaborado para garantir a imortalidade da alma do faraó e proporcionar um tipo diferente de vida eterna: por meio da imortalização dos legados dos faraós, que eram personalidades poderosas e veneradas. Esses legados sobreviveram por milênios até os dias de hoje. É claro que o complexo de Gizé envolveu o trabalho de muitos arquitetos, sacerdotes, operários e artesãos que mal são lembrados ou dos quais não se tem nenhum registro. Além de nos ajudar a entender a história do Antigo Reino do Egito, as pirâmides nos dão uma chance de apreciar o que restou dessa história.
Plano didático e guia do professor
Tempo de atividade: 40 a 50 minutos no total, com tempo adicional variável para concluir a atividade de avaliação.
Tamanho da turma: teoricamente, essa lição tem flexibilidade suficiente para adaptar-se a turmas de vários tamanhos, de forma remota ou presencial.
Ambiente de aprendizado: todas as atividades descritas nesta lição podem ser concluídas no ambiente da sala de aula, com os alunos tendo acesso individual ou em pequenos grupos a computadores com o Fortnite instalado (para acessar a ilha Maravilhas: Pirâmides de Gizé); ou de modo remoto, com os alunos usando o Fortnite em seus próprios computadores e conectando-se a um canal compartilhado de voz, texto e/ou vídeo para trabalhar em grupos e conforme a orientação do professor.
Faixa etária: 14 a 16.
Disciplinas: História, Sociologia, Estudos da Antiguidade, Arqueologia.
Idiomas: Inglês
Autor(es): Dr. Robert Sherman e Preloaded
Visão geral
Este plano didático foi desenvolvido para uma série de atividades e um exercício de avaliação para alunos de história e projetado para ser usado em conjunto com a ilha Maravilhas: Pirâmides de Gizé, desenvolvido pela Preloaded.
As atividades combinam discussões em grupos, atividades importantes que ocorrem no próprio Fortnite e um exercício interativo que explora questões sociais mais amplas: como seres humanos de todas as épocas buscam influenciar a maneira como serão lembrados após a morte, além de como esses legados são descobertos e interpretados nas gerações seguintes.
Durante as atividades, os alunos refletirão a respeito do quanto conhecem sobre o Antigo Egito e explorarão esse conhecimento através de um "passeio virtual" em uma reconstituição do complexo de Gizé na ilha do Fortnite. Por fim, a partir de uma atividade avaliativa, serão levados a refletir sobre como suas próprias vidas e época poderão ser lembradas, ou não, em um futuro distante e como tecnologias modernas podem influenciar o processo histórico.
Os alunos também farão uma reflexão mais abrangente sobre como a compreensão que a sociedade tem de si mesma, no passado e no presente, é um trabalho constante em andamento, construído a partir de interpretações imperfeitas e incompletas cuja existência constante é influenciada por diversos fatores culturais, sociais e políticos.
Este plano didático fornece aos professores todos os materiais e orientações necessários para executar esta lição que se passa no mundo do jogo do Fortnite, ambiente de sala de aula e ensino remoto e autodidata.
Perguntas importantes e grandes ideias
- De quem nos lembramos do mundo antigo?
- Por que essas pessoas gostariam de ser lembradas?
- Quais métodos elas usaram para garantir que fossem lembradas?
- Como suas crenças, desejos e ideias são diferentes dos nossos? Também há semelhanças e aspectos em comum?
- Quem não está no registro histórico? Por quê?
- Como interpretamos as lacunas deixadas pelas pessoas do passado e como sabemos se essas interpretações estão corretas?
Objetivos e resultados de aprendizagem almejados
Esta lição foi desenvolvida para uso universal na sala de aula por alunos de 14 a 16 anos, os objetivos e resultados foram projetados para atender a normas nacionais britânicas de forma geral neste nível:
- Esta lição desenvolve as habilidades interdisciplinares dos alunos, exigindo que usem evidências históricas para fazer conjecturas criativas e fundamentadas sobre assuntos do mundo antigo e do mundo contemporâneo, além de refletirem sobre questões filosóficas mais amplas a respeito da natureza das relações humanas e da memória histórica.
- A lição proporciona experiência para os alunos nas seguintes Habilidades do Século XXI, conforme definidas pela AES Education: pensamento crítico, criatividade, colaboração, comunicação, competência informacional, competência midiática, competência tecnológica e iniciativa pessoal.
- Esta lição ensina aos alunos contextos históricos de lugares fora do hemisfério ocidental e aprofundam sua compreensão sobre povos e culturas de uma época muitas vezes mal compreendida e representada de forma exagerada (o Antigo Egito).
- E mais importante: os alunos "... reconhecerão que a disciplina de História... ajuda a compreender sua própria identidade e aspectos importantes do mundo no qual vivem", Em conformidade com o UCLA History, Public History Initiative.
Durante a sessão, os alunos aprenderão a:
- Analisar um lugar histórico virtual, inclusive sua arquitetura, disposição e artefatos, para defender uma hipótese sobre sua construção, uso e importância.
- Trabalhar de forma crítica com evidências (primárias e secundárias) para formar e expressar conclusões complexas e coerentes sobre as crenças e práticas de povos e culturas do passado.
- Entender como o poder, a autoridade e a hierarquia influenciaram as vidas dos povos do passado e como compreendemos essas vidas hoje em dia.
- Usar e fazer a curadoria de uma ampla variedade de mídias para analisar como interpretações históricas são feitas e defendidas e mudam ao longo do tempo, principalmente quando é comprovado que estão incorretas ou faltam informações importantes.
- Aplicar as conclusões em suas próprias vidas, seu contexto sociocultural e as tecnologias que usam, demonstrando semelhanças e diferenças, bem como aspectos em comum e mudanças na experiência humana entre os mundos antigo e moderno.
1. Atividade introdutória
O que sabemos, ou achamos que sabemos, sobre o passado?
Objetivos
Os alunos irão:
- Repensar mitos e a sabedoria popular sobre o Antigo Egito.
- Compreender a diferença entre fontes primárias e secundárias de informações.
- Começar a identificar lacunas importantes no registro histórico desse período e refletir sobre por que elas existem.
Tempo de atividade: 10 minutos.
Materiais
- Folha de papel ofício ou A4 e canetas para cada grupo de alunos ou dupla usar. Se estiverem estudando remotamente, os alunos poderão criar um diagrama ou documento compartilhado no Google Docs, Miro ou outro software semelhante.
- Os materiais do programa (como PDFs baixáveis) estão listados no topo desta página.
Sequência de atividades
Antes da lição, o professor deverá pedir a cada aluno que envie um item de mídia: clipe de vídeo, fotografia, pintura ou imagem digital, objeto físico, clipe de áudio, podcast, cena de jogo eletrônico ou algo parecido; que, segundo eles, representa a nossa ideia sobre o Antigo Egito nos dias de hoje.
A lição pode começar com a exibição do que os alunos enviaram, de forma física em um tablet ou usando um dispositivo de seleção digital, como o Wakelet ou o Pinterest.
Em seguida, o professor poderá conduzir uma discussão breve e informal sobre alguns temas comuns que surgiram a partir dos itens enviados, com relação ao que a cultura contemporânea entende sobre a época do Antigo Egito.
Os temas podem ser:
- As próprias pirâmides.
- As pirâmides sendo construídas por escravos.
- Os governantes considerados quase divinos chamados faraós.
- A adoração ao sol.
- Deuses "exóticos" com cabeça de animal.
- Maldições e armadilhas (principalmente para arqueólogos azarados!).
- A vida difícil no deserto árido.
- As múmias como monstros "mortos-vivos".
Depois, o professor deverá pedir à turma que participe de outra discussão breve, categorizando se cada uma dessa impressões e pontos de vista podem ser considerados verdadeiros ou falsos, além de como essa conclusão foi obtida. Isso pode ser feito com a turma ou em duplas.
O professor incentivará os alunos a questionarem o conhecimento recebido e identificar alguns mitos ou erros comuns, tais como:
- Não há evidências de que as pirâmides foram construídas por escravos. Na verdade, provavelmente foram operários pagos e habilidosos.
- Na verdade, o deserto era um ambiente complexo e multifacetado, e a área ao redor do Nilo era extremamente fértil e exuberante.
- Não havia armadilhas dentro das pirâmides.
- Não eram apenas os faraós que eram mumificados.
- A maioria das tumbas foi roubada durante a própria época do Antigo Egito.
- As múmias não são zumbis, ninguém achava que elas iriam reviver. As crenças dos egípcios sobre a vida após a morte eram mais complexas do que isso.
A maioria dos exemplos desses mitos pode ser encontrada em uma busca na internet.
O professor deverá orientar a discussão para chegar à seguinte conclusão:
"Muito do que achamos que sabemos sobre o Antigo Egito pode estar errado ou ter sido confundido. Às vezes, criamos deliberadamente falsas narrativas sobre uma época para fins de entretenimento ou algum outro motivo. Algumas vezes, cometemos erros e interpretamos os fatos de maneira incorreta. Outras vezes, simplesmente não sabemos a verdade."
Se tiver tempo, o professor poderá conduzir entre os alunos uma discussão sobre em qual das três categorias: narrativas falsas, erros ou falta de conhecimento, cada item de mídia enviado é classificado.
Por fim, o professor orientará os alunos para chegar à seguinte conclusão ou ponto de vista:
Compreendemos o passado com base em dois tipos de evidência: primária e secundária. Evidências secundárias, como os itens de mídia trazidos hoje, são relatos sobre épocas passadas feitos por pessoas (como historiadores ou escritores) que não a viveram. Evidências primárias são objetos e histórias que sobreviveram diretamente da época em questão e são muito mais úteis para entender como tudo realmente era.
Se tiver tempo, o professor poderá explorar a ideia de que muitas concepções modernas sobre o Antigo Egito, até aquelas aprovadas por historiadores até tempos recentes, vieram de fontes secundárias, como o historiador da Grécia Antiga Heródoto. Heródoto escreveu no século V a.C., quase 2 mil anos após a construção das pirâmides! O professor poderá pedir aos alunos que imaginem o que motivou Heródoto a escrever o que escreveu. Será que ele só queria contar a verdade, ou também estava motivado pelo desejo de entreter, ou de fazer os egípcios parecerem menos civilizados em comparação aos gregos?
Em seguida, o professor dividirá a turma em duplas ou grupos pequenos e pedirá que os alunos pensem em alguns exemplos de evidências primárias do Antigo Egito. As evidências podem ser:
- Estátuas.
- Múmias.
- Inscrições hieroglíficas.
- Murais, pinturas e entalhes.
- Mitos e lendas transmitidos de fontes autênticas.
- Tumbas, templos e palácios em ruínas (inclusive as próprias pirâmides).
Os alunos poderão compartilhar suas respostas com a turma, e elas poderão ser usadas pelo professor para conduzir uma breve discussão sobre as questões a seguir:
- Na maioria das vezes, a quem no Antigo Egito essas evidências estão relacionadas?
- Quem está faltando nessas histórias? Por quê?
Essa discussão deverá levar os alunos à seguinte conclusão:
"A maioria das evidências primárias que temos sobre o Antigo Egito se trata de um pequeno segmento da sociedade egípcia: os governantes poderosos e suas famílias. Como em qualquer sociedade, o Antigo Egito era composto de vários tipos de pessoas, que muitas vezes desapareceram ou foram ocultadas das evidências que temos da época. Tudo isso torna nossa compreensão sobre o Egito incompleta ou, às vezes, até mesmo incorreta!"
2. Atividade principal
Como as pessoas querem ser lembradas? A lembrança é uma forma de imortalidade? Quais são as diferentes formas de lembrança?
Objetivos
Os alunos irão:
- Discutir a preservação de memórias e a prática da construção de monumentos em relação às crenças do Antigo Egito e aos desejos dos seres humanos em geral de serem lembrados.
- Coletar evidências para defender ou refutar uma hipótese conduzindo um trabalho de campo virtual em uma reconstituição do complexo de Gizé no Fortnite.
- Expressar e defender essa hipótese, usando como referência as evidências coletadas, aos colegas.
Tempo de atividade: 30 minutos.
Materiais
- Os alunos devem ter acesso a um computador conectado à internet com o Fortnite instalado e para acessar a ilha Maravilhas: Pirâmides de Gizé.
- Cópias (digitais ou impressas) das fichas de tarefas de arqueologia virtual apresentadas no topo e no fim desta lição. Elas podem ser baixadas como PDF.
- Uma cópia do professor do layout da ilha e seus pontos de interesse. O que está incluso neste plano didático e pode ser baixado como PDF. Uma cópia do mapa também está no fim desta página, com a legenda dos pontos de interesse.
Sequência de atividades
O professor começa a atividade dizendo à turma que os alunos analisarão as questões colocadas na atividade anterior investigando as evidências arqueológicas mais importantes daquela época: as Grandes Pirâmides de Gizé e o complexo de templos e estátuas ao seu redor.
O professor deve apresentar a Ilha do Fortnite Maravilhas: Pirâmides de Gizé (CÓDIGO DA ILHA: 0458-0828-0073) explicando:
- Esta é uma reconstituição das Pirâmides de Gizé e a paisagem ao seu redor por volta de 2.500 a.C.
- Naquela época, a Grande Pirâmide de Quéops e os templos ligados a ela tinham sido concluídos, enquanto a pirâmide do filho de Quéops, Quéfren; a Grande Esfinge; e os templos de Quéfren ainda estavam em construção.
- A ilha tenta recriar o complexo com o máximo de precisão possível, com base nas pesquisas históricas mais recentes sobre as ruínas e em parceria com os principais egiptólogos.

Este mapa, em conjunto com a legenda dos locais, está disponível para ser baixado em PDF.
O professor poderá fazer a seguinte pergunta capciosa: essa é uma evidência primária ou secundária?
É claro que as pirâmides e a Esfinge são fontes primárias: estão ligadas diretamente ao Antigo Egito. Contudo, essa reconstituição, por mais exata que possa ser, é secundária, pois envolve a interpretação das ruínas modernas por parte das pessoas para imaginar como eram as pirâmides milênios atrás. Isso demonstra a dificuldade envolvida para descobrir o que é verdade sobre a nossa compreensão do passado!
Em seguida, o professor mostrará a seguinte citação instigante:
"(O complexo de Gizé é) um mecanismo cósmico... a máquina de ressurreição do faraó... desenvolvida para utilizar o poder do sol... para trazer a alma do faraó de volta à vida. Além de garantir a vida eterna ao falecido governante, a transformação também sustentava a ordem natural universal."
– Evan Hadingham, "Uncovering Secrets of the Sphinx” (Desvendando os Segredos da Esfinge), Smithsonian Magazine, 2010.
Depois, o professor pedirá aos alunos que digam (ou escrevam) respostas rápidas às três perguntas a seguir antes de ouvirem algumas em voz alta:
- Por que você acha que os faraós construíram as pirâmides?
- Será que a "vida eterna" pode ter mais de um significado aqui?
- Na sua opinião, quais vantagens as pirâmides concediam aos faraós após a morte?
O professor poderá concluir a discussão inicial destacando os dois pontos a seguir:
- Além de permitir que os faraós preservassem suas almas na vida após a morte segundo suas crenças, as tumbas serviam (através de seu tamanho e sua construção resistente) de memoriais duradouros à sua grandeza entre os vivos.
- Dessa forma, eles poderiam obter "vida eterna" por causa de seu poder e riqueza na sociedade egípcia. Havia muitas outras pessoas, de ricos a pobres, que não tinham recursos como esses, sendo muitas vezes esquecidas ou lembradas de maneira incorreta.
Logo após a discussão, o professor dividirá a turma em grupos pequenos e entregará uma das ficas de tarefas de arqueologia virtual (PDFs baixáveis listadas no topo desta página) a cada um deles.
As fichas darão a cada grupo uma afirmação, hipótese ou questão relacionada aos temas já discutidos em aula e pedirá que os alunos reúnam evidências para defender a afirmação na ilha do Fortnite "Maravilhas: Pirâmides de Gizé" da mesma maneira que os arqueólogos fizeram em locais históricos reais. As evidências deverão ser reunidas na forma de:
- Capturas de tela.
- Clipes de vídeo gravados.
- Um passeio pelo mapa com seus colegas.
Os alunos também deverão criar uma apresentação breve da sua resposta à afirmação para os colegas, usando as evidências reunidas.
O professor também poderá oferecer um prêmio, créditos extras ou algum tipo de recompensa ao grupo que encontrar e apresentar algo ou uma evidência que nenhum outro grupo encontrou.
Essa tarefa deverá ter pelo menos 20 minutos de duração, que poderá ser estendida, conforme o tempo de aula.
- Há quatro fichas de tarefas diferentes que representam aspectos distintos dos temas desta lição, além de pontos de interesse diferentes na ilha do Fortnite "Maravilhas: Pirâmides de Gizé". Os professores poderão dividir fichas de tarefas diferentes igualmente entre os grupos, ou concentrar-se em uma tarefa específica para comparar as respostas entre os grupos. Também poderão desenvolver suas próprias fichas de tarefas sobre outros temas presentes na ilha, usando o modelo de ficha de tarefas fornecido.
- Os tamanhos dos grupos podem ser aumentados ou reduzidos para se adaptar a turmas de vários tamanhos, apesar de grupos pequenos de dois ou três alunos geralmente funcionarem melhor.
- Talvez o professor precise ensinar os alunos a obter capturas de tela ou gravar vídeos durante a atividade. Há várias maneiras de fazer isso, mas confira as instruções para PC e para Mac.
- Essa tarefa é ideal para o ensino remoto, desde que os alunos possam acessar e jogar o Fortnite em seus computadores. Se estiverem em grupos com outros alunos de ensino remoto, será preciso ter mais recursos de administração para configurar uma instância de grupo da ilha que todos possam compartilhar.
- A ilha do Fortnite "Maravilhas: Pirâmides de Gizé" pode ter até 16 jogadores simultaneamente. Para turmas menores, todos os alunos poderão participar da mesma instância da ilha, e, para turmas maiores, cada grupo poderá jogar sua própria instância antes de se reunir. No entanto, os professores deverão estar cientes de que muitas interações na ilha podem ser concluídas apenas uma vez por sessão. Por isso, alguns grupos de alunos poderão perder aspectos da experiência se outros grupos chegarem a essas interações primeiro.
Se tiver tempo, o professor poderá orientar os alunos a se reunir e pedir a cada grupo que faça uma breve apresentação de suas descobertas para o resto da turma. Os alunos deverão ser incentivados a fazer perguntas aos colegas depois de cada apresentação.
O professor também pode usar o Mapa da ilha Maravilhas: Pirâmides de Gizé", com todas as funcionalidades e interações em destaque para ajudar a incentivar os alunos a considerar novas evidências que talvez não tenham descoberto.
O professor poderá até mesmo decidir fazer seu próprio passeio virtual pela ilha para os alunos, usando o mapa da ilha como base para ajudá-los a descobrir áreas e funcionalidades ignoradas.
3. Atividade de avaliação
Quais são as diferenças e semelhanças entre a época dos faraós e os dias de hoje? O desejo de viver para sempre desapareceu?
Objetivos
O alunos irão comparar o que aprenderam sobre o Antigo Egito e as Grandes Pirâmides de Gizé com as práticas e a cultura dos dias de hoje, principalmente no contexto de como as pessoas homenageiam suas vidas e deixam registros de si mesmas usando tecnologia moderna.
Eles identificarão semelhanças e diferenças entre as práticas do mundo antigo e dos dias de hoje, utilizando suas próprias experiências para expressar suas conclusões em um formado amigável de avaliação.
Tempo de atividade: 5 minutos (além o tempo de avaliação e dever de casa).
Materiais
A ficha de tarefas e critérios de avaliação baixáveis.
Sequência de atividades
O professor explicará aos alunos que, apesar de terem se passado 5 mil anos, nós não mudamos tanto assim desde a época dos antigos egípcios. As pessoas ainda querem homenagear suas vidas e deixar evidências de si para o futuro, através de todos os meios disponíveis. Apesar de vivermos em um tipo muito diferente de sociedade e termos acesso a tecnologias bem mais avançadas, vários dos assuntos explorados nesta lição ainda são relevantes para as vidas dos alunos nos dias de hoje!
O professor dará aos alunos a atividade de avaliação, entregando as fichas de tarefas (disponíveis para baixar em PDF). Esta tarefa de avaliação foi desenvolvida para consolidar o aprendizado e utilizar os materiais das evidências criados durante a atividade da ilha "Maravilhas: Pirâmides de Gizé", além de instigar uma resposta crítica, original e criativa a uma questão que compara as vidas dos alunos com as vidas e os registros históricos de povos do passado.
O professor poderá definir um tempo apropriado para a conclusão da avaliação, além de uma lista de formulários apropriados que poderão ser necessários para isso (inclusive os que foram sugeridos nas listas de tarefas).
4. Atividades complementares sugeridas
Se o professor quiser explorar mais as ideias introduzidas nesta lição, ou trabalhar com a ilha "Maravilhas: Pirâmides de Gizé" de maneira mais abrangente, confira abaixo algumas sugestões para desenvolver ainda mais este trabalho:
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O alunos poderão criar ou descrever (ou até mesmo realizar) "rituais" modernos que representam uma abordagem contemporânea sobre algumas preocupações que orientavam as práticas grandiosas dos antigos egípcios, tal como a necessidade da certeza sobre a vida após a morte ou o desejo de ser lembrado com afeição. Como desafio adicional, pode ser solicitado que os alunos reflitam sobre como esses rituais poderiam ser concebidos de maneira mais justa e disponibilizados para uma variedade maior de pessoas do que apenas os ricos e poderosos.
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Os alunos poderão pesquisar e preparar um estudo de caso sobre os esforços modernos para preservar a cultura contemporânea para um futuro próximo ou distante e comparar essas práticas com as do mundo antigo. Por exemplo, o Silo Global de Sementes de Svalbard, a prática de semiótica nuclear, o Wayback Machine, da Internet Archive ou a Fundação Long Now.
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Os alunos e os professores poderão projetar e jogar um jogo simples, em que um jogador escolhe uma quantidade de itens para representar a si, sua vida e seus valores após a morte. Os outros jogadores assumem o papel de arqueólogos que descobrirão esses itens e tentarão adivinhar por que cada objeto foi escolhido ou é importante para a pessoa. Os palpites e motivos verdadeiros para as escolhas poderão ser comparados e discutidos, com destaque especial para as diferenças na interpretação.
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Em uma variação do jogo acima, os alunos poderão enviar seus próprios pertences a um "museu do presente". Os objetos seriam uma coleção de itens apresentados como se tivessem sido colocados em um museu para ilustrar como era a vida no início do século XXI. Então os alunos poderão escrever etiquetas para os objetos que demonstram como interpretações podem ser equivocadas, incertas ou enganosas devido a lacunas no registro histórico.
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Poderá ser proposto aos alunos um exercício de escrita criativa que provoque a reflexão. Nele será preciso imaginar um dia na vida de uma pessoa comum no Antigo Egito, com destaque para seus pensamentos, ações e emoções que são familiares e estranhos para as pessoas nos dias de hoje.
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Os alunos poderão usar o Fortnite para construir suas próprias megaestruturas memoráveis, de modo a homenagear a si mesmos ou outra pessoa, organização ou conjunto de crenças contemporâneas de seu interesse, confiando no simbolismo arquitetônico e na narrativa através da ambientação para demonstrar sua escolha de crenças e valores.
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Como alternativa, os alunos poderão usar o Fortnite para reimaginar a cidade criada no outro lado do Muro do Corvo, onde viviam os construtores das pirâmides. Eles poderão se basear nas informações disponíveis publicamente sobre a arqueologia do local e usar sua própria imaginação. Como seria essa cidade?
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Os alunos poderão preparar um relatório escrito sobre evidências de sociedades do passado na área em que estão, usando vários tipos de mídia para explorar o que restou dessas sociedades, suas teorias sobre o que se perdeu e por quê, além de como isso complementa a intepretação que eles têm do local.
Mapa da ilha com legenda
Mapa da ilha para Maravilhas: Pirâmides de Gizé (CÓDIGO DA ILHA: 0458-0828-0073). Observação: estas informações também estão em um PDF baixável.

LEGENDA: (1) O ponto de surgimento do jogador na experiência. (2) O Rio Nilo. (3) A Grande Esfinge, ainda em construção naquela época. Os jogadores podem terminar de esculpir a Grande Esfinge em um único pedaço de rocha colossal. (4) As pirâmides eram revestidas de blocos de calcário branco escavados no local. Hoje em dia, a maior parte desse acabamento polido desapareceu. (5) Era usado granito vermelho para construir as pirâmides e os templos ao redor. A pedra foi trazida pelo Nilo das pedreiras de Assuan, a 800 quilômetros de distância. (6) O Templo do Vale de Quéfren, onde o corpo do faraó era preparado para a mumificação e enterro. (7) Duas estátuas das divindades do Templo de Quéfren para afastar o mal e proteger a alma do faraó. (8) Os jogadores poderão realizar a Cerimônia de Abertura da Boca: um rito realizado para garantir que Quéfren pudesse falar na vida após a morte. (9) Encontre evidências do alinhamento da Esfinge com a pirâmide de Quéops, como se fosse sua guardiã. Construída por Quéfren, filho de Quéops, talvez em homenagem ao seu falecido pai. (10) Não se sabe qual era a finalidade do Templo da Grande Esfinge, talvez tivesse algo a ver com os ciclos solares, que eram fundamentais para as crenças dos antigo egípcios. Neste estágio, ainda estava em construção. (11) Uma estrada se estende por quase 500 metros, que começa no templo, passa pelo rio e termina na pirâmide de Quéfren. (12) O Muro do Corvo mantinha o complexo sagrado de Gizé separado da cidade habitada pelos construtores das pirâmides e suas famílias. Os jogadores poderão encontrar exemplos de pichações preservadas de um dos grupos de trabalho. (13) Uma das pedreiras de onde vinham as pedras usadas na construção das estátuas e templos ao retor da Pirâmide de Quéfren. Os jogadores poderão esculpir estátuas de alguns dos vizires reais (conselheiros) de Quéfren na rocha. (14) Um exemplo das refeições que os trabalhadores das pirâmides podem ter comido: cerveja em recipientes de cerâmicas fechados e pães redondos. (15) A Pirâmide de Quéfren (inacabada) perto da pirâmide de seu pai, Quéops. (16) O piramídio, ou o topo da pirâmide, tem o nome de Quéfren escrito em hieróglifos. Acreditava-se que era o conduíte usado pela alma do faraó morto para ascender ao sol. (17) No topo da pirâmide inacabada, há alguns exemplos de ferramentas utilizadas pelos construtores: cinzel, cunha, serra e raspador de pedra. (18) Várias mastabas, ou tumbas retangulares com uma câmara subterrânea, geralmente construída para aristocratas notáveis, artistas e outras figuras importantes que não faziam parte da realeza. (19) O Templo da Pirâmide de Quéfren é outro templo para a preparação da alma e do corpo do faraó após a morte. (20) A Tumba de Petiti, uma das mastabas que abrigava os restos dos arquitetos das pirâmides, tem uma maldição bem criativa acima da porta, elaborada para impedir ladrões de tumbas. (21) A Tumba de Hemiunu é outra mastaba que abrigava os restos dos arquitetos das pirâmides. Observação: A parte de trás está alinhada com o topo da pirâmide de Queóps. (22) A Barca Solar de Quéops é um navio completo enterrado, projetado para ser usado pelo faraó Quéops para viajar na vida após a morte com Rá, o deus do sol. Seu corpo também pode ter sido carregado neste navio até Gizé, ao longo do Nilo. (23) As Pirâmides da Rainha: antes da construção da Grande Pirâmide, a mãe de Quéops, Heteferés I, foi enterrada em uma tumba simples dentro de uma pirâmide menor. Quéops escolheu este local para estar perto de sua mãe na vida após a morte. (24) O Templo do Vale de Quéops era onde o corpo era preparado para a mumificação e o enterro. (25) Uma estrada conecta os dois templos, simbolizando a passagem entre a terra dos vivos e a dos mortos. A estrada é coberta, mas tem uma abertura estreita para permitir que os raios solares iluminem as paredes. (26) O Templo Funerário de Quéops foi construído em um dos lados da Grande Pirâmide para abrigar os complexos rituais funerários para o faraó. (27) Os jogadores poderão fazer uma oferenda para a estátua de Quéops no templo dele. A adoração ao faraó continuava até mesmo após sua morte. (28) Quando os objetivos de todas as ilhas forem concluídos, uma porta secreta se abrirá aqui. Segundo algumas teorias, é nesta sala que o próprio faraó teria venerado os deuses. (29) Pirâmide de Quéops: esta é a Grande Pirâmide, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. (30) O piramídio, ou o topo da pirâmide, tem o nome de Quéfren escrito em hieróglifos. Acreditava-se que era o conduíte usado pela alma do faraó morto para ascender ao sol. (31) A Pirâmide de Miquerinos é uma pirâmide menor, construída após a morte de Quéfren, em homenagem a seu filho Miquerinos.